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Por Ruy Jobim Neto 17/10/2005
Novela, um dos títulos do "arsenal", é uma sátira ácida das novelas de TV. Uma cena engraçadíssima, por sinal, é a que tem um casal de crocodilos (aliás, Otto Guerra leva às últimas conseqüências as lágrimas desses animais) vindo um em direção ao outro, ao som de Rock´n´Roll Lullaby distorcida ao extremo. O cardápio é variado. De As Cobras, onde os personagens das tiras de Luis Fernando Veríssimo são os astros imbatíveis, a O Natal do Burrinho, onde um burrinho de repente se vê em meio ao nascimento de Cristo. O filme Nave Mãe, feito em colaboração com Fabio Zimbres, retrata como uma nave espacial perde o controle. O divertido Treiler é o que é. Um treiler, de um filme que jamais será feito, impossível deboche maior. Além deles, há O Reino Azul, uma fantasia do cineasta, ao lado de Lancast Mota e Guazzelli. Finalizando a super seleção da filmografia de Otto Guerra, há O Arraial, mostrando pela primeira vez em animação a Guerra de Canudos. Mais uma prova de que cinema de animação é brasileiro, é um todo, e não paulista, gaúcho, cearense, baiano, ou carioca. Numa divertida entrevista que concedeu certa vez, Otto Guerra, que está preparando o longa Wood & Stock, em cima dos personagens clássicos do cartunista Angeli (Rê Bordosa, Walter Ego, entre outros) contou que um de seus animadores, de tanto desenhar os personagens famosos publicados com euforia em livros e principalmente no jornal Folha de S. Paulo, começou a berrar alucinado, diante de sua prancheta de animação: "Eu não sou mais eu! Eu não sou mais eu! Eu sou Angeli! Eu sou Angeli!". Essas coisas curiosas que os animadores sentem. |
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