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Gil Mário Expõe em Salvador
Por Marko Ajdarić
15/09/2005

Gil Mário, curador do CUCA, de Feira de santana, estará ocupando uma das melhores (e mais disputadas) pauta das artes plásticas na Bahia, a Galeria de Arte ACBEU, de 30 de setembro a 11 de outubro, numa mostra de 20 trabalhos originais em que a Bahia é mostrada muito além de seu belo litoral. O convite, ilustrado, pode ser conferido aqui.
 
Falar em Gil Mário num portal especialista em quadrinhos vai além de suas óbvias qualidades como desenhista.

Gil Mário (Gil Mário de Oliveira Menezes) é professor titular da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) desde a fundação, em 1976. Em 1995, foi membro da Comissão de Implantação do Curso de Educação Física. Em 1998, assumiu a assessoria cultural do Centro Universitário de Cultura e Arte da UEFS o CUCA, e participou da implantação da Galeria  de Arte Caetano Veloso, na cidade dos Veloso, Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano. Em 2001, assumiu a curadoria do Museu Regional de Arte - CUCA/UEFS e como crítico, assina a coluna semanal Arte no Brasil, no jornal feirense NoiteDia.
 
Para quem não conhece a Princesa do Sertão, vale informar, em primeiro lugar, que - a despeito de uma arquitetura que não condiz nem com a cidade nem com a sensação de acolhimento - o CUCA é a principal inserção tanto estrutural como organização da cultura dentro da cidade de Feira. É nele que o povo (desde as crianças) tem a oportunidade de re-conhecer sua cultura própria, a começar de uma das artes em que Feira é exemplo de conservação e estímulo e que deveria ser melhor tratada pelos quadrinhos nacionais: a xilogravura, que é nossa, assim como o cordel, e tem muito a nos ensinar, apesar de nossa postura terceiro-mundista de incensar tudo o que vem enlatado e esquecer de quem seguir o caminho conosco.

Esperamos que esta nota pelo meno leve nossos leitores mais jovens (com a vênia de Gil Mário) a conhecer Maxado, ou Franklin Machado, através de seu texto O livro como peça de arte. Nascido em Feira de Santana, Maxado desistiu de ser advogado para ser antena e expressão de seu povo, como cordelista e xilogravurista, que - nos tempos em que Ziraldo e seus amigos uniam os segmentos da nossa cultura através do selo da CODECRI - publicou por ela O Que É Literatura de Cordel? (1980) e Cordel: Xilogravura e Ilustração (1982), e dirige o Museu Casa do Sertão e Centro de Estudos Feirenses, também vinculado à UEFS. Por falar nisso, no dia 19 de dezembro, acontece o lançamento da Antologia Brasileira de Literatura de Cordel, realizado pela ABLC, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, que completou 17 anos no dia 7 e que deve trazer xilogravuras de mestre Maxado e muitos outros. Esperamos estar "aqui" para contar o que ela tem a somar como aprendizado à Nona Arte.     

Uma outra indicação para quem queira expor ou aprender com a comunidade da UEFs é a área de exposições da biblioteca central da universidade, a Biblioteca Julieta Carteado. Aqui, o testemunho é pessoal, pois já expus trabalhos de humor (fotopotocas) por lá e o mínimo que se pode dizer é que cuidado, atenção e interesse sobram por parte de quem faz da biblioteca um local vivo.

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