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Por Marko Ajdarić 29/08/2005
Imbiriba tem a grata oportunidade de ilustrar um roteiro pensado por Jean-Charles Kraehn, ele próprio também desenhista de quadrinhos e possuidor de um aplaudido traço realista e formado em artes gráficas. Myrkos é um aluno muito rebelde na escola de ornemanistas de algum estado que se pode deduzir seja na Grécia clássica, como foi apresentado no primeiro álbum. A parábola fica ainda mais delineada no segundo volume, onde se introduz a noção do que seja "sagrado", em pintura. Myrkos se demonstra cada vez mais um inovador na arte e apreciador da arte mundana. O tipo de roteiro que exige e exibe muito de um artista. Se Imbiriba teve alguns excessos formais em seu primeiro álbum - onde foi saudado por Leo, o brasileiro dos 10 volumes de Aldebaran e Betelgeuse, inéditos no país que o viu nascer -, o fato de estar trabalhando em um país em que a crítica e o debate em torno de quadrinhos é extremamente forte deve tê-lo feito evoluir bastante, apesar de já ter tido uma estréia satisfatória. Vamos esperar para ver como Myrkos 2 vai ser acolhido. Quatro sessões de autógrafos já estão marcadas para setembro, mês de lançamento do álbum. O melhor registro em português sobre a trajetória de Imbiriba continua sendo obra de portugueses: a entrevista que ele concedeu a seu colega Gonçalo Garcia e que foi publicada por Central Comics em maio. |
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