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O Demônio... em pessoa (Parte 2)
Por Dark Marcos
04/04/2011

Al Ghul, que demonstra ser um poderoso líder de uma organização e é sempre protegido pelo fiel capanga Ubu, não demonstrava querer conquistar, roubar e nem matar ninguém. A organização que liderava, sequer poderia ser chamada de criminosa, já que não cometem (em suas primeiras aparições) crimes propriamente ditos. Estão mais para milícia armada. Suas primeiras intenções eram apenas proteger sua filha, que fora sequestrada coincidentemente pelo mesmo grupo que sequestrou Robin. Al Ghul, ao pedir ajuda de Batman, serve apenas como guia para o herói, que utiliza de suas habilidades detetivescas e de combate para ultrapassar cada perigo que surge pela frente. No final... num típico final de história descompromissada e divertida... tudo se mostra um grande truque. Al Ghul armou cada ameaça, cada perigo... tudo para levar Batman até seus domínios e revelar que sua filha, Talia, estava apaixonada por ele. E mais... bom sogro que era: Al Ghul não só aprovava o namoro (não que Batman tivesse sequer sido consultado sobre isso), como também já o elegia como seu futuro genro-herdeiro.

Como se perseguido por uma tiete enlouquecida, Batman se viu envolvido com a "família" Al Ghul até o pescoço. Como dito antes, a continuidade não era utilizada nos padrões de histórias em quadrinhos da época. Não é mostrado, por exemplo, se o herói nega o pedido de Talia. Como ele é mostrado agindo sozinho nas histórias seguintes, conclui-se que Batman deixou a moça na mão. Porém ela ainda insistiria e tornaria-se recorrente nas aventuras do homem-morcego. Longe de fazer o papel de donzela em perigo, Talia também mostrava a quem puxou e não se contentava em estar em perigo... Ela procurava o perigo. Como quando pensou que seu pai havia morrido e usou a organização para caçar o cientista responsável com as próprias mãos (ou armas). O herói, sem saída já que seu futuro "sogro" era insistente a ponto de ter descoberto sua identidade secreta, via-se sempre envolvido em alguma confusão da moça e a ajudava, também sempre a pedido de seu pai.

Mas O'Neil, aos poucos, conseguiu fazer com que o seu personagem, mesmo ainda não sendo tão vilanesco como outros personagens do universo de Batman, se tornasse marcante. Muito ainda iria se ver falar da Ra's al Ghul. Era um ponto de partida "sério" dentro de histórias "divertidas" que seria desenvolvido nas edições, nos anos e nas décadas seguintes. Mas tanto pai quanto filha, ainda iriam dar muita dor de cabeça ao Batman. Ou, no clima de piada infame da época, uma dor de cabeça... do demônio!

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