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Stephen, o Estranho – Parte 1
Por Dark Marcos
10/01/2011

O mestre das artes místicas, Doutor Estranho, surgiu com pretensões de ser algo novo dentro do gênero de super-heróis, misturando ação com ocultismo. Cá entre nós, quando o personagem estreou em julho de 1963, no gibi Strange Tales # 110, esse tema já nem era tanta novidade. Mas há de se destacar dois pontos importantes na criação do esotérico personagem. Primeiro que o estilo do desenhista Steve Ditko (o mesmo criador do Homem-Aranha), com sua arte peculiar e traços pouco convencionais, realmente convenciam, tamanho o psicodelismo e abuso nos cenários dito místicos. Os objetos que criava, de fato, pareciam tirados de uma tenda de artigos esotéricos. Segundo, o personagem era um dos poucos que não se aproveitavam da onda da Guerra Fria para malhar os comunistas. Enquanto os outros personagens da Marvel criticavam escancaradamente soviéticos, chineses e cubanos, o Doutor Estranho parecia caminhar no sentido contrário, procurando ajuda mística nos conhecimentos do oriente. Nessa abordagem diferenciada, as histórias do personagem pareciam ocorrer em um sub-universo dentro do mundo dos heróis Marvel. Apesar de ser ajuda constante quando outros personagens tinham problemas com misticismo, sua área de atuação estava em transitar por dimensões mágicas ao invés de se esbofetear com algum vilão nas ruas de Nova Iorque.

Também foi um dos poucos personagens que teve sua evolução editorial ao avesso. Os outros personagens Marvel sempre surgiram em uma espécie de história onde eram contadas suas origens. É bem verdade que muitos deles aparentam ser meros coadjuvantes de histórias de ficção, só dando continuidade as suas aventuras devido ao sucesso entre os leitores. Já o Doutor Estranho (ex-cirurgião Stephen Strange) apareceu como se fosse um veterano na luta contra o mal. É procurado pela sua fama de herói místico, já tem uma galeria respeitável de vilões, em que contamos com o demônio Pesadelo (a personificação dos sonhos maus) e o Barão Mordo, seu arquiinimigo e rival a altura de seus próprios poderes.

Na primeira história aparece até imponente demais, seguro de seus conhecimentos. Chega a ser caricatural ou até mesmo uma paródia dos charlatões do misticismo que rondam o mundo até hoje. Mas, para sair do clima de história de suspense sobrenatural, o personagem mostra que é um herói a moda antiga, ao derrotar a entidade-vilão e ainda resolver um crime "policial" ao desbaratar um vigarista através de seus sonhos.

O Doutor Estranho conta com sua habilidade da projeção astral, ele é capaz de sair do corpo físico e até de entrar em sonhos alheios, além de disparar rajadas através do medalhão em seu peito, conhecido como Olho de Agamotto. Como todo personagem místico que se preze, Estranho segue a um guia, um mestre, conhecido como Ancião, que lhe ensinou todas as artes profanas (já que o personagem era conhecido como Mestre da Magia Negra) e salva sua pele quando o problema aparenta ser maior do que suas capacidades (humildade é uma lição que o herói aprendeu da pior maneira).

O único capaz de derrotá-lo, como já citado, é o Barão Mordo. O vilão também foi um aprendiz do Ancião mas, invejoso, desejava matar todos que se metiam no seu caminho. O que dizer de Estranho que era conhecido como um descrente das artes místicas e tomou o lugar de Mordo como favorito do mestre?

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