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Resenha: Blood – The Last Vampire
Por Matheus Moura
13/09/2007

Na ânsia de disponibilizar mangás no mercado, a Panini nos oferece Blood- The Last Vampire (208 páginas,  formato 13 x 18 cm, R$ 9,90 em volume único) de Benkyo Tamaoki. A história – que surgiu em outras mídias – conta um determinado acontecimento na vida de Saya. Ela é a chamada última vampira do título. Antes de ler, eu já havia tido contato com a personagem no animê homônimo lançado em 2000. Na animação a história se passa por volta de 1960 em uma base militar estadunidense no Japão e mostra uma menina com ar de colegial matando criaturas bizarras que nada se assemelham aos vampiros tradicionais da literatura, como Drácula, ou Entrevista com o Vampiro.
 
No mangá já se passaram por volta de 20 a 30 anos e Saya continua sua caça implacável contra os Chiropteans – as tais criaturas. A maior estranheza do animê é ser jogado na história sem ter muitas informações da personagem central, da organização que vigia os bichos e as próprias criaturas perseguidas. Isso tudo ao final nos leva à frustração, pois há mais perguntas que respostas quando sobem os letreiros. Já na HQ algumas dessas perguntas são respondidas, ou pelo menos acredita-se que sim. Entretanto, para aqueles que não viram o animê pode ser que esse sentimento de frustração os abata também, pois há referências ao desenho animado; como quando Saya recebe a nova katana com uma carta de um antigo agente com quem trabalhou no passado. Daí que faço os cálculos dos “por volta de 20 a 30 anos”.
 
Os desenhos na HQ são levemente diferentes da animação, sendo o traço mais oriental. No animê às vezes os desenhos lembram algumas peculiaridades do trabalho de Todd McFarlane (Spawn), geralmente ao retratar ocidentais. A narrativa continua com o mesmo sistema, uma introdução de ação, discussão entre Saya e seus “superiores”, os movimentos dos Chiropteans em busca de presas, a perseguição a eles e o desfecho. Justamente esse que paga a revista. Ao final há um texto do editor original dando sua visão a respeito da obra. Não só da HQ, mas de toda a mitologia criada com Saya e os Chiropteans. Ficou faltando uma introdução do editor da Panini para situar um pouco o leitor desavisado que ainda não teve nenhum contato com a série. Além disso, há falhas no letreiramento com erros de português e balões que parecem fora de ordem, por darem seqüência de texto confusas. Fora isso, é muito bem vindo o sangue desse último vampiro.

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