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Resenha: As Guerras do Mundo Emerso - As Duas Guerreiras
Por Cadorno Teles
03/02/2010

Continuando a saga a la Tolkien, As Guerras do Mundo Emerso, a italiana Licia Troisi nos presenteia com o segundo episódio da série, As Duas Guerreiras (Le due guerriere, Rocco, tradução de Mario Fondelli, 400 págs., R$ 49,00), que traz de volta um dos principais personagens da primeira trilogia, Crônicas do Mundo Emerso, o mago Senar.

O Mundo Emerso agora está sob o jugo de Dohor, mas os riscos de algo pior do que o esperado, a sombra do Tirano paira, tecendo na escuridão seu retorno. A história ainda gira em torno de Dubhe, que foge da seita com o jovem mago, Lonerin e seguem para além dos limites do Saar, para as Terras Desconhecidas, onde Senar e Nihal foram morar. A garota é forçada a lidar com uma maldição que lentamente suga cada lampejo de sua humanidade e o único que pode salvá-la é Senar, o mais poderoso dos magos, companheiro de Nihal. Na jornada difícil, cheia de perigos, os dois companheiros irão experimentar sentimentos inesperados e lidarão com revelações sobre o passado de cada um. Enquanto isso, Rekla, Guardiã dos Venenos da Guilda de Assassinos, aquela que imprimiu a Dubhe o selo da maldição, está na trilha dos fugitivos, ávida por vingar-se da vergonha daquela fuga. Enviada por Yeshol, sacerdote da Guilda, descobrirá que está em um terreno perigoso, onde a magia não funciona da maneira que eles conhecem. Ao mesmo tempo que Dubhe e Lonerin fogem, o gnomo Ido, supremo general das forças das Terras libertas, procura o filho de Nihal e Senar, Tarik, que após uma briga com o pai, seguiu das Terras Desconhecidas para o Mundo Emerso, onde é motivo para o retorno do Tirano à vida. 

Uma leitura agradável, mas o resultado não é igual ao primeiro volume, A Seita dos Assassinos (leia a resenha do livro aqui), provavelmente devido ao fato de que o romance está no meio, de forma que não temos um recomeço ou um fim legitimo. Troisi, diferentemente não aborda muito a profundidade psicológica de cada um dos personagens, se centrando mais na ação das cenas. Ou seja, arranhou seu verdadeiro potencial, podemos destacar o personagem de Rekla, o caráter mais surpreendente, uma mulher impiedosa e impulsionada por uma fé inabalável, se desenvolve ao longo da história, podendo até a eclipsar os demais personagens. Yeshol é fraco, a seita não é abordada como no primeiro volume, o ritmo da história está mais rápida, algo que Troisi nos já habituou, mas falta algo. É como a narrativa quisesse dar ênfase no passado, dando espaços para novos antagonistas, privando Senar do que já foi e esboçando-o em Lonerin. Apesar desse revés da escritora, As Duas Guerreiras é uma história com um estilo bem definido, consolidado, ágil, mas com esse pequeno porém: deixar para o último volume, Um Novo Reino, o clímax da trilogia. Já era esperado. Destaco ainda a estampa da capa de Paolo Barbieri, verdadeiras obras-primas, veja aqui.

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