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Resenha: Celton # 25
Por José Salles
15/02/2011

E mais uma vez pude contar com meu prestativo amigo Paulo Joubert, que me deu a chance de conhecer o mais recente número do Celton, o 25º (que comprou nas ruas de Belo Horizonte diretamente das mãos do roteirista, ilustrador e editor do personagem-título, Lacarmélio Alfêo de Araújo) e depois me enviou tão gentilmente. Na carta que acompanhou a revista, Paulo alertou para a sintonia criativa que se dava entre mim e o notável artista mineiro, em relação a temática com a qual temos trabalhado.

É que o amigo Paulo Joubert recentemente havia lido o primeiro número do Histórias Sagradas da Júpiter II (roteiros adaptados por mim e ilustrados por José Menezes), e qual não foi a boa surpresa que teve, assim como eu mesmo tive, ao reparar que o Celton # 25 (formatinho, capa couchê colorida, 32 páginas p&b) apresentava nada menos do que a quadrinhização da História do Nascimento de Jesus. E nosso bom Lacarmélio – que hoje em dia, diante do crescente interesse popular por seus gibis, é mais conhecido como Celton, mesmo! – nosso bom Celton apresenta uma narrativa muito sensível, muito bem pesquisada, didática, e o melhor de tudo: ecumênica!

Não faltam neste número o editorial e a sessão de cartas, que sempre engrandecem os gibis e nos torna ainda mais fãs de seu autor. Que trajetória formidável, esta do nosso querido artista: enfrentando de peito aperto os perigos dos congestionamentos urbanos (ele atua em Belo Horizonte, sua cidade, e também na cidade de São Paulo), Celton vende seus gibis para motoristas e pedestres, gibis de sua própria autoria.

Tanto esforço e otimismo só poderiam render graças: hoje em dia, a tiragem mínima de um gibi do Celton é de 20 mil exemplares!!! Já pararam pra pensar nisso, colegas? Vende muito mais do que os infames e decadentes títulos da Marvel e da DC! Talvez venda até mais do algumas edições do Tex, que só faz perder leitores brasileiros, vítima dos preços extorsivos de seus gibis. E olha que Celton não tem a generosa distribuição nacional daquelas porcarias da Marvel, se o tivesse, meu Deus, quantos milhões de gibis conseguiria vender! Mas querem saber de uma coisa? Parece cada vez mais perto o dia da extinção total dos Marvel/DC nas HQs (um lamentável espectro do que foram no passado) e o ressurgimento firme, convicto e bem sucedido, dos personagens brasileiros dos Quadrinhos.

Mas, por enquanto, para conseguir gibis do Celton, só mesmo dando sorte de encontrar com seu autor nas ruas de BH ou de Sampa, ou ter algum amigo como Paulo Joubert.

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