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Resenha: A Última Batalha
Por Matheus Moura
20/08/2007

Mesmo hoje, com a tendência de uma maior diversidade de Quadrinhos em livrarias, as bancas ainda têm o privilegio de receber alguns títulos que fogem dos tradicionais super-heróis, mangás e infantis. Uma editora que, de uns tempos para cá, vem tentando variar é a multinacional Panini Comics. Dentro dessa variação há o ótimo A Última Batalha (formato 19 x 25,6 cm, 84 páginas, miolo em pisa, ao preço de R$ 13,90), do roteirista italiano Tito Faraci (Diabolik; Dylan Dog; Nick Raider) em parceria com o estadunidense Daniel Brereton (Liga da Justiça; Batman; Vampirella; Conan).
 
A revista é aberta com um texto de Júlio César, da obra De Bello Gallico, o qual ajuda na imersão do leitor na história que é ambientada em 52 a.C. em franca expansão romana. O contexto geral é sobre um grupo de celtas, ou gauleses, que estão unindo as tribos para irem contra Roma. Fato esse que gera preocupação ao regente da cidade estado, o levando a destacar um de seus melhores grupos de guerreiros para achar e eliminar essa ameaça crescente. O personagem principal, aliás, um deles, Ródio, é líder do grupo destacado e possui um passado comprometedor com o líder inimigo celta, Cammio. Assim a HQ narra o conflito interno e a perseguição de Ródio a Cammio; com relação a este é da mesma maneira. Muito interessantes são os títulos dos capítulos, não que estes sejam espetaculares, mas eles traduzem de forma direta o que é tratado no capítulo, por exemplo, “Apesar dos matemáticos gregos, às vezes, um pode ser maior do que dois, mas o número perfeito é cinco”. Lendo esta parte da história o título se torna perfeito.
 
Com relação à narrativa empregada por Faraci, ela flui de maneira precisa, sem cair em marasmo ou partes desnecessárias. Os traços de Brereton no geral são excelentes, porém, em raros momentos, a qualidade parece cair, principalmente com relação a expressões faciais. A técnica de pintura utilizada por ele serviu muito bem para a um Quadrinho épico, destaque para as caracterizações de personagens, principalmente no quesito vestimenta. Ao término da história há a seção de extras, os quais são vários, como textos biográficos dos dois autores, um pouco sobre a Roma antiga e a produção cultural inspirada no tema, e um making-off que está mais para um caderno de esboço comentado. A Última Batalha é uma daquelas HQs que agrada a todos os gostos, de quem aprecia de supers a Quadrinhos autorais. Fica a dica.

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