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Vampiras Lésbicas
Por Thiago Colás
24/02/2011

Uma característica marcante dos vampiros, desde o princípio dos tempos, é a sensualidade natural dessas criaturas. Praticamente todas as histórias de vampiros passam por isso, das mais assustadoras às mais infantis, uma coisa nunca muda: vampiros são sexies. Talvez por isso sejam tão populares em romances, mas isso é um assunto a ser abordado em outra matéria.

Mas uma coisa curiosa brotou disso, que é o fenomeno, menor porem presente, das vampiras lésbicas. Desde Carmilla, o primeiro romance protagonizado por uma vampira, e ao longo da história do cinema, vampiras sempre tiveram uma tendencia muito maior de se apaixonar por outras mulheres do que por homens. E, durante a década de 70, isso foi devidamente explorado em algumas das obras mais clássicas do terror underground.

Podemos dizer que o primeiro e mais antigo filme de vampiras lésbicas é A Filha de Drácula, de 1936, mas devido à própria época em que foi feito, o lesbianismo era apenas insinuado com olhares discretos e um certo clima, óbvio nos dias de hoje, mas quase imperceptível nos anos 30. Ouveram algumas adaptações de Carmilla, e outros filmes menores a insinuarem essa preferencia peculiar das vampiras, mas o primeiro filme a escancarar isso só foi lançado em 1970, com The Vampire Lovers (também uma adaptação de Carmilla), dos estúdios Hammer, responsáveis por grandes clássicos do horror estrelando Christopher Lee. Como era característica da Hammer, a sexualidade dos vampiros era bem menos discreta e mais agressiva do que costumava ser visto em outros filmes, e pela primeira vez vemos a vampira e sua vítima evetivamente se pegando. O filme causou bastante polêmica e quase foi censurado, mas felizmente conseguiu ser lançado sem cortes e fez um relativo sucesso nos cinemas britânicos e americanos.

A partir daí, o tema ganhou força, e na década do amor livre, inúmeros diretores começaram a seguir o tema, mais por fetiche do que qualquer coisa. Tivemos, por exemplo, a obra prima Vampyros Lesbos de Jesus Franco na Espanha, os filmes de Jean Rolin na França, Vampyres, de José Ramón Larraz, também da Espanha, ou As Filhas das Trevas, do belga Harry Kümel. A maioria destes abandonaram a história original de Carmilla e criaram suas próprias vampiras, sempre mais interessadas em seduzirem mulheres do que homens. Todos esses foram relativamente bem sucedidos financeiramente, e todos os que citei são até hoje considerados clássicos Cult entre os fãs de filmes de terror.

Atualmente, esses filmes ainda existem, embora não com o mesmo destaque de antigamente, e, desde os livros de vampiros da Anne Rice, Os vampiros também começaram a preferir companheiros do mesmo sexo, e o bissexualismo acabou se tornando uma certa característica dos vampiros em geral na grande mídia (e não, não é preconceito. Lestat disse claramente que amava Louis em Entrevista com o Vampiro). Entretanto, basta ver obras como Matadores de Vampiras Lésbicas, que saiu em 2009, para ver que as vampiras lésbicas ainda vão continuar nas fantasias dos fãs de terror por um longo tempo.

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