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Entrevista: Ronilson Freire
Por Marcio Baraldi
07/02/2011

“Acho que está mais do que na hora do Quadrinho Nordestino acabar com esse complexo de primo pobre!”

Quem pensa que o Maranhão tem apenas praias lindas, muito reggae e a família Sarney está enganado! O estado está, desde sempre, abarrotado de grandes quadrinhistas, como Beto Nicacio, Iramir Araújo, o lendário Joacy Jamys e, claro, o excelente Ronilson Freire, que está desenhando para o mercado norte-americano e lançou recentemente o livro “Balaiada”. Em parceria com o roteirista Iramir Araújo, o livro conta a história da Guerra do Maranhão, um levante popular ocorrido em 1838 naquele estado. Dono de um traço limpo e muito bonito, lembrando Adam Hughes, Ronilson conversou com o Bigorna sobre tudo: política, preconceito, mercado americano, violência, Joacy Jamys, e claro, muito Quadrinho! Em pleno verão escaldante, com esse sol de rachar, nada mais coerente que abrir uma cerva bem gelada, sentar na beira do marzão azul, entrar no clima maranhense e ouvir os causos e idéias de Ronilson, um dos grandes artistas do Nordeste brasileiro. Como diria a Tribo de Jah: “Maranhão Style, eu vou deitar e rolar nos lençóis maranhenses! Respect, man!”...

1 - Você é hoje um dos quadrinhistas mais bem sucedidos e consagrados do Maranhão. Fale um pouco de como começou sua carreira. E como era a cena do quadrinho no Maranhão naquela época?

Sinto-me feliz por ter o carinho dos que admiram meu trabalho, mas a estrada ainda é longa até a consagração. Sou nordestino teimoso, chegarei lá! Bom, eu comecei nos anos 90,na publicidade, ilustrando revistas, jornais e campanhas. O quadrinho era apenas uma paixão das horas de folga mas era o meu maior compromisso comigo mesmo. Eu nunca fui muito disciplinado com prazos, penei muito até descobrir que isso é tão importante quanto a qualidade da arte, por isso não tinha uma produção regular. Sem falar que, naquela época,era bem mais difícil ter espaço pra publicar. A alternativa era recorrer aos fanzines e produzir em doses homeopáticas. Eu e alguns amigos quadrinhistas conseguimos lançar algumas revistas, como a Singular/Plural, que infelizmente durou apenas um número. As histórias eram autorais e sem pretensões comerciais. Algum tempo depois lançamos dois títulos com linhas editoriais diferenciadas. A revista Fúria seguia um pouco os moldes da Singular/Plural, mas tentamos não incorrer no mesmo erro. Era mais refinada, com capa colorida e impressa em papel de melhor qualidade e no formato americano. As histórias continuaram autorais. A outra revista foi a Fusão, essa sim com personagens fixos e histórias em capítulos que continuavam por várias edições. Chegamos ainda a publicar três números, mas infelizmente teve o mesmo destino que as demais. Paralelo aos projetos do grupo ainda publiquei nas revistas Metal Pesado e Fêmea Feroz, ambas de São Paulo.

De pé, os irmãos Rômulo e Ronilson. Sentados: Iramir Araujo, Jonilson Bruzaca, Joacy Jamys e Beto Nicacio.

2 - Você foi grande broder e começou sua carreira com o Joacy Jamys, né? Vocês aprontaram muito juntos (risos)? Fale um pouco dessa época e da amizade de vocês.

Putzgrila, cara! Falar dessa época é um prazer!!! Acho que já estou na fase nostálgica de relembrar os velhos tempos e repetir as mesmas histórias sem me cansar! Como falei a pouco, nós não tínhamos muito compromisso com prazos. Eramos um bando de artistas sonhando em conquistar o mundo com nossas idéias de grafite e tinta. Passávamos mais tempo numa mesa de boteco planejando, arquitetando e esboçando do que propriamente produzindo quadrinhos, com exceção, claro, do Jamys, que (não sei como, raios!) conciliava o trabalho no departamento de imprensa do Sindicato dos Urbanitários e as noitadas na zona boêmia do  Centro Histórico de São Luís com uma produção extraordinária de histórias e tiras!!! Ele estava sempre desenhando ou escrevendo algo novo!

3 - Na sua opinião, qual a importância do Joacy hoje para a história da HQ e da cultura alternativa Maranhense?

O Joacy é uma espécie de pedra fundamental do underground maranhense! Além de um artista excepcional e uma mente brilhante, o Jamys era nosso porta voz no resto do Brasil. Era extremamente engajado no movimento fanzineiro. Junto com o Iramir Araújo eles fundamentaram e levaram nos ombros a produção alternativa na capital por muitos anos! O Ira começou ainda na UFMA (Universidade Federal do Maranhão) publicando as revistas “Sem Essa”, uma publicação que misturava humor, poesia e quadrinhos. Alguns anos depois eles fundaram o Grupo de Risco e começaram a reunir outros artistas, como Beto Nicácio, meu irmão Rômulo Freire, Marcos Caldas, Jonilson Bruzaca, eu e muitos outros. Sem essas duas figuras acredito que o cenário hoje seria bem diferente. Aprendi muito com os dois!

4 - Você trabalhou na imprensa sindical aí no Maranhão. Você se considera uma pessoa de esquerda? Alguns dizem que os artistas tem que ser "anarquistas" e não podem ter nenhum posicionamento político-partidário. Você concorda com isso? Aliás, em quem você votou pra presidente?

Na verdade eu não trabalhei na imprensa sindical. Eu trabalhava numa agência de propaganda que atendia alguns sindicatos, então eu tinha muitos amigos no movimento e trabalhava pra eles. Sempre simpatizei e votei com a esquerda (enquanto existiu esquerda no Brasil), mas confesso ser um cidadão profundamente decepcionado com a atual política em nosso país, seja de que falange ela venha. Se considerarmos a esquerda que por décadas lutou contra os desmandos de famílias como a família Sarney e que hoje dança conforme o dono do Maranhão toca a música, podemos declarar que a esquerda morreu em nosso país. Tenho amigos anarquistas e simpatizo muito com seus ideais, mas nunca assumi uma postura. Estou vendo o que acontece nos próximos quatro anos. Sou a favor de uma democracia que ainda não existe no Brasil. O que conhecemos como democracia é uma mentira. Não temos direito de escolher quem nos governa, somos manipulados a acreditar nisso com essa balela que costumamos ver nos reclames do TRE. Prova disso é a eleição de candidatos como o Maluf. Mas acho que cada um tem pelo menos o direito de escolher com que corda quer se enforcar. Isso é democracia? Uma vergonha!

5 - Valeu o desabafo, man! Você publicava uma tira no Jornal Estado do Maranhão. Quais eram os personagens dessa tira? Era de humor? Se sim, o que você gosta mais de fazer: humor ou HQs sérias?

Vou confessar uma coisa: sou o humorista mais sem graça do mundo (risos)! Cheguei a tentar fazer tiras de humor para concorrer em Salões e tentar faturar umas verdinhas, mas desisti. Então surgiu a oportunidade de publicar tiras no jornal O Estado do Maranhão. O Iramir Araújo propôs escrever e eu desenhar as tiras, desde que não fosse humor. Então ele escreveu as histórias do delegado Augusto dos Anjos, o Caolho, pra eu desenhar. A série não durou muito, pois definitivamente eu não conseguia cumprir os prazos de entrega das tiras! Mas foi uma experiência válida.

6 – Aliás, o Brasil é um país tropical, do samba e carnaval. Você acredita que o brasileiro tenha uma vocação natural mais para o humor do que para outros tipos de quadrinhos mais sérios?

Se observarmos bem, o Brasil nos presenteou com grandes desenhistas de humor, mas também com grandes desenhistas de quadrinhos sérios. Estamos vivendo uma excelente fase com desenhistas excepcionais se destacando não apenas no exterior, mas também aqui no Brasil em produções inteiramente nacionais. Não vejo uma disparidade entre essas duas classes, mas em épocas diferentes. Acho que hoje o momento é dos quadrinhos “mais sérios”.

7 - Você acredita que os quadrinhos do Nordeste, por estarem distantes do eixo Rio-São Paulo, acabam sendo esquecidos ou discriminados pelo Sudeste, inclusive pelos Prêmios de HQs, cujos mais tradicionais estão todos aqui?

A produção de quadrinhos no Nordeste ainda é tímida se comparamos com o do Centro-Oeste pra baixo. Isso também influencia na visibilidade. E fica sempre no ar a desconfiança de que somos meio esquecidos e que existe um complô que só premia quem não é nordestino, mas não gosto de pensar assim. Acho que está mais do que na hora de acabarmos com esse complexo de primo pobre. Temos artistas talentosíssimos e bem sucedidos no Norte e Nordeste, como Deodato e Bené Nascimento, e o leitor não tem preconceito quanto a isso. Em 2009 eu e o Iramir fomos até o FIQ em Belo Horizonte lançar o álbum Balaiada – A Guerra do Maranhão, que foi muito bem recebido pelos leitores e pela crítica, rendendo inclusive uma indicação ao HQ Mix. Acho que esse estigma está caindo por terra.

8 - Verdade. E você tem uma longa parceria com o Iramir, né?Como foi a produção do Balaiadas? Gostou do resultado final, acha que o álbum teve a repercussão que merece?

Trabalho com o Iramir Araújo há muitos anos. Começamos na publicidade há uns 17 anos mais ou menos. Foi nessa mesma época que iniciamos nossa parceria nas histórias em quadrinhos. Além de dividirmos a editoria de revistas que publicamos nos anos 90, fizemos algumas histórias em parceria. O álbum Corpo de Delito, que trazia as histórias do delegado Augusto dos Anjos, foi um desses projetos. Também desenhei uma história do Iramir para a revista Metal Pesado. Trabalhar com ele na Balaiada foi uma consequência dessa sintonia construída ao longo desses anos todos. Na verdade esse era um projeto antigo iniciado quando ainda trabalhávamos em agência de propaganda. Mas concretizou-se apenas muitos anos depois. Acho que precisávamos amadurecer melhor a idéia. Trabalhamos a toque de caixa porque tínhamos um prazo apertado determinado pelo patrocinador. Além de ter tido a honra de ilustrar essa passagem tão importante da nossa história pude dividir a produção das páginas com o Beto Nicácio, artista maravilhoso que recebeu a indicação de desenhista revelação por esse álbum em 2009. Temos muitos projetos para os anos que virão. É só aguardar!

9 - Hoje você tem um traço extremamente bonito, versátil e profissional. Você ganha mais grana com ele fazendo Quadrinhos ou trabalhando para publicidade, por exemplo?

Hoje isso está bem equilibrado. Sou que nem mulher da vida: desenho para quem pode pagar (mas acreditem, não sou mercenário!). Desenho quadrinhos para o mercado americano, para o mercado brasileiro, para publicidade, até pra quitanda do Seu Manoel, se ele me pagar (risos)!!!!

10 - Você está desde 2007 desenhando para editoras americanas. Fale um pouco desse trabalho. Você sempre curtiu quadrinhos de Super heróis ou vê isso mais como um ganha-pão mesmo?

O quadrinho de super heróis é a cartilha básica de quem está começando a ler quadrinhos. Os heróis são como personagens dos contos de fadas, conhecidos praticamente em todo o mundo. Minha infância não foi diferente. Colecionava os formatinhos da Marvel e DC e devorava aquelas páginas maravilhosas sem dó nem piedade. E o gênero ainda é rentável para quem desenha. Mas acho que o artista não deve se prender apenas a um gênero. É fundamental ampliar seus horizontes. Profissionalmente desenhar gêneros tão diversos como super heróis e terror ajuda a formar profissionais mais qualificados. É essencial saber desenhar de tudo um pouco. A maior dificuldade de um artista iniciante é desenhar de forma convincente cenas do cotidiano. Isso pode fechar muitas portas. E o mercado internacional é muito exigente e oferece títulos dos mais variados gêneros. Se o cara sabe apenas desenhar homens com cueca por cima da calça, vai ter problemas pra arranjar trabalho lá fora.

11 - Cá entre nós, você não acha que hoje os Quadrinhos, filmes e games estão muitíssimo mais agressivos, explicitamente violentos, do que na nossa época de crianças? Graças ao efeitos digitais, hoje em dia qualquer filmeco tem duzentas cabeças cortadas, corpos metralhados, zumbis apodrecidos, torturas, explosões, e outros horrores. Será que a mídia de hoje não está criando uma cultura violenta demais para as próximas gerações?

Concordo com você! Somos do tempo em que o vilão levava meia dúzia de tiros e não sangrava, levava uns tabefes e nem assanhava a cabeleira. Acho que apenas o Steven Seagal ainda consegue essa façanha (risos)!!! Antigamente o que importava era a ação em si, o drama, a narrativa. A história tinha conteúdo e os atores tinham o que interpretar. Nos quadrinhos não era diferente. A narrativa era linear e o roteiro, magistralmente escrito, prendia a atenção do leitor. E isso não suprimia a qualidade dos desenhos. Era uma orquestra afinada! Hoje se valoriza muito os desenhos. O roteiro ficou em segundo plano. É um festival de splash page sem fim! Gosto de cenas épicas, de página inteira, mas não deixo de valorizar a narrativa com todos os seus aspectos acadêmicos, como narrativa fluente e clara e enquadramentos cinematográficos para contar uma história. E essa violência toda é preocupante. Percebo que a violência alcançou índices alarmantes!

12 - Pois é! Nos quadrinhos de super-heróis dos anos 60 e 70 , por exemplo, era comum encontrar arcos de histórias inteligentes e emocionantes, arte bonita, dinâmica e muitas vezes divertida. Hoje isso tudo mudou! As histórias parecem já não ter importância alguma e a arte está muito mais pra uma fotonovela do que pra um quadrinho mesmo. Você concorda? Se sim, como e porque as coisas mudaram tanto em tão pouco tempo?

Nunca se consumiu tanto como nos dias atuais. E tudo tornou-se descartável! Com os quadrinhos não foi diferente. Hoje em dia prima-se mais pelas imagens do que pelo roteiro. São os quadrinhos vídeo clipe! As pessoas parecem ler cada vez menos na ânsia de consumir cada vez mais. Nos primeiros anos da década de 90 (com o surgimento da editora “Image”, o nome já diz tudo! ) criou-se o modelo de histórias mais visual do que escrita. Poucos quadros e muita ação, explosões, um festival de “Pou! Soc! Smach!” sem fim. Mas ainda prefiro o velho estilo dos anos 70. Pra mim o conteúdo da história é tão importante quanto os desenhos.

13 - O mundo está extremamente violento e passando por transformações climáticas que provocam grandes tragédias coletivas, expulsando milhares de almas desse planeta. Será que não está na hora de toda a mídia mundial produzir e propagandear uma cultura de paz entre os povos e de respeito ao meio ambiente, acima de qualquer coisa? Será que não está na hora da cultura da violência ser substituída por uma cultura de espiritualização e civilização planetária? Se sim, será que os quadrinhistas não deveriam colaborar com esse processo produzindo cada vez mais obras dentro desse espírito civilizador?

Um dos melhores exemplos nesse aspecto é o trabalho do mestre Mozart Couto. O seu trabalho se confunde com o resgate da espiritualidade do ser humano. O Viajante, álbum publicado na década de 80, se não me engano, fala sobre isso. É uma das mais belas obras do Mozart! A história fala sobre questões que só vieram a ser debatidas muito tempo depois, como ecologia,por exemplo. Uma verdadeira pérola! E sua obra sempre foi pautada em temas recorrentes sobre a relação do homem/espírito com a natureza. Seria muito bom que mais quadrinhos dessa natureza fossem produzidos.

14 - O Brasil é um dos países com maior espiritualização e religiosidade do mundo. Será que não poderia sair daqui uma Indústria de arte e cultura pacificadora, em contraponto a indústria de entretenimento violenta que vem de outros países, sobretudo dos EUA?

Concordo que o Brasil é um dos países mais religiosos do mundo, mas tenho minhas dúvidas quanto a espiritualização da sociedade. Religião hoje é sinônimo de negócio lucrativo e disputa por fiéis. Acho louvável e extremamente positivo a idéia de que, como artistas, temos a obrigação de ajudar nesse processo. Volto a citar o Mozart como um bom exemplo de artista que assumiu esse compromisso. É possível criar histórias inteligentes, com aventura e emoção e ao mesmo tempo falar sobre valores já esquecidos.

15 - A seu ver, por que o Brasil não tem uma indústria sólida de Quadrinhos e afins até hoje? De quem é a culpa: os artistas são incompetentes e preguiçosos, os editores são mau-caráter, ou o publico é alienado e sem amor pelo Brasil? Enfim, qual é a raiz desse problema tão antigo?!?

Eu poderia ficar divagando sobre várias teorias. Mas pergunte a um desenhista porque ele prefere desenhar para os gringos do que para nossa indústria e a resposta será a mesma: grana! Não temos uma moeda forte para consolidar uma indústria competitiva. Desenhistas e roteiristas talentosos temos aos montes, mas ainda é inviável ficar debruçado 30 dias sobre uma prancheta para ganhar às vezes menos da metade do que ganhamos nos Estados Unidos ou Europa. Lembre-se que já tivemos uma moeda competitiva e uma indústria, apesar de menos poderosa do que a norte- americana e européia nas décadas de 70 e 80, onde vários artistas como Mozart, Watson Portela, Shima, Mano e dezenas de outros artistas por esse Brasil afora viviam exclusivamente de quadrinhos e ilustrações publicitárias aqui no Brasil.

16 - E quais seriam as soluções para esses problemas todos? Uma lei de proteção e subsídio a HQ Nacional seria uma delas?

Acho que seria uma iniciativa válida e importante, mas deveria ser muito bem estudada. Funcionou com o cinema nacional que hoje está revitalizado e trouxe de volta o público às salas de cinema. Mas é necessário iniciativas para despertar o interesse do brasileiro pelas histórias em quadrinhos. O álbum que produzi com o Iramir e o Beto Nicácio, A Balaiada, está sendo adotado por algumas escolas da capital maranhense como livro paradidático, mas tudo conquistado com o esforço do próprio Iramir. Uma das saídas seria o Governo Federal financiar e incluir na lista de livros do MEC. Já vem sendo feito em algumas capitais, mas de forma muito tímida ainda. Isso é um fator cultural. Na Europa e Estados Unidos os desenhistas são celebridades e seus personagens fazem parte do imaginário popular. Aqui, as histórias em quadrinhos não tem o status de arte que merece, apesar dessa realidade ter melhorado bastante nas últimas décadas.

17 - Se você fosse Ministro da Cultura o que faria pela HQ Nacional?

Eu investiria na inserção dos quadrinhos nas escolas. Acho que tudo começa na escola. Não se muda os hábitos de um povo sem começar pela base, que é a educação.

18 - Bonitas palavras, man (risos)!!! Quais são seus projetos atuais nos quadrinhos e quais os futuros?

Fiz um trabalho nos últimos meses de 2010 que me deu muito prazer. Trabalhei num animatic do Superman para a Sony Pictures. Bem diferente de tudo que já fiz, foi bem legal. No momento estou desenhando uma série policial com todos os elementos que povoam esse universo: policiais e políticos corruptos, garotas de programa, etc, para uma editora americana. Não posso contar detalhes ainda. Paralelo aos trabalhos para esse mercado estou desenhando um novo álbum em parceria com o Iramir sobre a fundação da cidade de São Luís. No meu contrato com a Glass House negociei uma cláusula que me libera para desenhar para o mercado brasileiro sem o agenciamento deles. Portanto, editores brasileiros, estou disponível! Isso está me permitindo trabalhar em projetos mais pessoais. É puxado trabalhar em duas histórias distintas e com estilos completamente diferentes, mas estou fazendo o que gosto. Isso vence qualquer cansaço!

19 - Se você ganhasse um milhão de reais pra investir no seu trabalho, o que você faria? O que produziria?

Uma boa pergunta! Talvez uma escola para ensinar quadrinhos. Viajaria para algumas convenções fora do país... Bom, com certeza eu tomaria umas cervas no Centro Histórico de São Luís enquanto decidia (risos)!

20 - Paga uma pra mim (risos)! Pra encerrar, se o gênio dos quadrinhos Jamys Shazam lhe concedesse três desejos, o que pediria?

Sucesso, realização profissional e paz mundial!!! É isso aí, amiguinhos!!!

Visite o site oficial de Ronilson Freire.

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