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Os Dez Melhores Gibis para Vagner Francisco
Por Marcio Baraldi
20/03/2011

Depois que a bonitona Natália se retirou languidamente da redação, permaneci deitado no chão,  prostrado, a pensar melancólico na vida. Essa vida é tão louca que, como diriam os Secos e Molhados: "Eu já não sei se sei de nada ou quase nada". Pois estava eu cá comigo refletindo sobre o tudo e o nada quando ouvi um estrondo na porta!!! Era o folgado do Val, o cidadão mais impertinente dos quadrinhos, que trouxe a lista dos Dez Mais de seu criador, o roteirista paranaense Vagner Francisco. Imediatamente levantei num sobressalto e ficamos parados, frente a frente, nos fitando fixamente. Um silêncio mortal e um clima tenso tomou conta do lugar. O suor frio escorria de nossas testas, nosso sangue gelava nas veias azuladas. "Quem sairá vivo dessa?", pensei.

De repente, o mal-encarado Val abre a boca e vomita as seguintes palavras: "Tinha dois caras no hospício. Uma noite, eles decidiram que não queriam mais viver lá, e resolveram escapar para nunca mais voltar. Aí eles foram até a cobertura do lugar e viram, ao lado, o telhado de um outro prédio apontando para a lua. Apontando para a liberdade. Então, um dos sujeitos saltou sem problemas pro outro telhado, mas o amigo dele se acovardou. É… ele tinha medo de cair. Aí, o primeiro cara teve uma idéia. Ele disse: --Ei! Eu estou com a minha lanterna aqui, vou acendê-la sobre o vão dos dois prédios e você atravessa pelo facho de luz!. Mas o outro sacudiu a cabeça e disse: --E se você apagar a luz quando eu estiver no meio do caminho?”. Na mesma hora chutei o traseiro tosco do brutamontes e o botei pra fora da redação! Francamente, que piada ruim, mano! Só o Batman pra rir de uma merda dessa mesmo!...

Os Dez Melhores Gibis de Todos os Tempos
Por Vagner Francisco

1 - Alan Moore - conjunto da obra
Watchmen! V de Vingança! Miracleman! Liga Extraordinária! Do Inferno! Monstro do Pântano! A Piada Mortal! Só do roteirista inglês já dá quase uma lista de obras sensacionais. É difícil escolher uma preferida, mas com certeza Moore é o meu roteirista preferido de todos os tempos!

2 - Grant Morrison - conjunto da obra
Do grande Morrison, prefiro mais Homem-Animal e Os Invisíveis. Sei que ele produziu outras coisas muito legais, mas essas duas sagas são muito inovadoras e surpreendentes. Com Homem-Animal, ele mostrou que um super-herói pode ser adulto - e casado - sem perder a graça. E com Os Invisíveis, ele deu suporte para os irmãos Wachowski criarem o revolucionário filme The Matrix.

3 - The Boys - Garth Ennis
Essa série entra na minha lista porque é muito divertida! Garth Ennis tem um senso de humor único; corrosivo. Além de odiar super-heróis [e adorar sodomizá-los], ele brinca com a cultura pop. Até mesmo Schwarzenegger entrou na dança, ou melhor, na série, como o vice-Presidente americano, encarnando situações das quais fora "vítima" no passado, como gostar de bolinar jornalistas e tratar assistentes com truculência verbal.

4 - Poder Supremo - J. M. Straczinski
Nos anos 70, após o confronto entre Liga da Justiça e Vingadores não ter acontecido devido a um boicote do editor-chefe da DC, a Marvel criou sua própria Liga, com o nome de Esquadrão Supremo. O Esquadrão enfrentou os Vingadores, teve sua própria série - muito elogiada - e foi para o limbo. Quando criou a linha MAX, a Marvel então tratou de resgatar o Esquadrão, dessa vez vivendo no "nosso" universo real. J. M. Straczinski teceu então uma trama fantástica, tanto heróica quanto política e nos mostra de uma forma muito realista, como seria o mundo se o Super-Homem tivesse realmente vindo de Krypton e pousado no Kansas.

5 - Fritz the Cat - Robert Crumb
Fritz é um ícone! Robert Crumb criou um universo muito foda, encabeçado por esse gato preguiçoso, cheio de manhas e velhaco. Uma das minhas histórias preferidas é quando ele tem que ir ao setor de "seguro-desemprego" e olha para uma fila de cadeiras vazias. Lá na frente, há uma gata sentada. Ele observa, observa, e vai se sentar ao lado dela. Muito fantástico!

6 – Akira - Katsuhiro Otomo
Conheci o personagem primeiramente na animação longa-metragem. Assisti no cinema. Realmente fantástico o universo de Neotokio, criado por Katsuhiro Otomo. Só depois consegui ler a série em quadrinhos e perceber que esse universo é ainda melhor em mangá.

7 – Animal - vários autores
Grande revista essa editada no Brasil pela editora VHD Diffusion, nos anos 80. Continha muitas séries de primeira. A coleção "Grandes Aventuras Animal" também tinha muita coisa boa. Duas publicações que fazem falta nas bancas.

8 - Homem-Aranha vs. Duende Verde - vários autores
A saga culmina na morte de Gwen Stacy [hoje, eu não sei se ela ainda continua morta]. Mas até chegar a esse trágico momento, a tensão estabelecida entre Homem-Aranha/Duende e Peter Parker/Norman Osborn é muito bem amarrada. O ódio entre ambos, a guerra interna, psicológica... Harry Osborn, Mary Jane e Flash Thompson no meio desse furacão, alheios a tudo... são histórias de primeira! E acredito que nunca mais alguém acertará uma saga do Aracnídeo como essa!

9 - Cidade Cyber - Law Tissot
HQ nacional de vanguarda! Law criou uma cidade - a cidade da devassidão; a cidade da deusa; a cidade do deus-serpente - e nela jogou o protagonista, Anti-Címex. Ele então sofre perseguições, é escolhido pela deusa, se apaixona, levanta uma revolução, morre e retorna como um zumbi. No traço desse grande artista gaúcho, Cidade Cyber ganha contornos noir, com toques pessoais. Muito do que vemos ali, embora sejam metalinguagem, refletem o momento em que o artista vive. De primeira mesmo!

10 – Dreadstar - Jim Starlin
Vanth Dreadstar é um homem com um ideal. Queria botar fim a uma guerra milenar, entre a Igreja da Instrumentalidade e a Monarquia. Para isso, ele se uniu a pessoas com os mesmos ideais, criou um revolucionário fantoche, forjou alianças e meteu a mão na cara do grande - e até então intocável - vilão da história. Tudo porque ele fora escolhido por uma espada. Tal espada que lhe deu poderes fantásticos para por fim a uma guerra infindável. E pagou o preço por isso. Infelizmente, a saga completa da criação máxima de Jim Starlin não foi publicada no Brasil - só parte dela. Então, graças a blogs e sites de chamados "scans" é que conseguimos acompanhar o desenrolar dessa história única, que bebe da fonte da trilogia clássica de Star Wars.

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