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Os Dez Melhores Quadrinhos para Marcel Ibaldo
Por Marcio Baraldi
21/02/2011

Depois da última aparição bizarra que ocorreu aqui na redação ando completamente paranóico e já não saio mais de debaixo do sofá. Já deixei até um penico da Turma da Mônica aqui e nem no banheiro não vou mais. Podem bater na porta a vontade que eu não atendo.

TOC-TOC
-Quem é?
-É o Marcel Ibaldo, do grupo Quadrinhos S.A, tchê!
-O que você quer?
-Vim la do Rio Grande do Sul te trazer minha lista dos Dez Melhores Gibis, guri!
-Passa por baixo da porta!
-Mas tem tanta coisa boa: Akira, Calvin, Will Eisner, Overman...
-.....
-Barbaridade, não vais nem me oferecer um bom chimarrão, guri?!?
-...Como vou saber que não é um louco psicopata?
-Imagina, tchê! Sou QUADRINHISTA, bah! Faço QUADRINHOS!!!
-Viu? Não falei que era doido!?!

Os Dez Melhores Quadrinhos de Todos os Tempos
Por Marcel Ibaldo

1 - Desvendando os Quadrinhos - Scott Mcloud
Minha percepção a respeito da arte sequencial mudou completamente após ler a obra genial de Scott McCloud. Não é apenas o manual perfeito para qualquer um que busca seu espaço no mercado quadrinhístico, mas também é leitura obrigatória para quem reconhece nas histórias em quadrinhos o seu caráter literário, e quer expandir suas perspectivas a respeito do universo ilimitado presente nas HQs.

2 - Calvin e Haroldo - Bill Waterson
Eu poderia mencionar qualquer um dos livros estrelados pelo pivete, que acompanhado por seu tigre de pelúcia transita por um mundo particular repleto de imaginação e desrespeito por qualquer limitação imposta pelos adultos. O Calvin criado por Bill Watterson é um personagem anárquico que permanece atemporal e surpreendente em sua forma peculiar de ver as coisas.

3 – Akira - Katsuhiro Otomo
A construção de uma sociedade decadente e repleta de referências ao período conturbado pelo qual passava o mundo na década de 80 foi o trunfo do autor Katsuhiro Otomo. As características cyberpunk da obra dele convergiram para uma irretocável história de ação que acompanha o embate entre dois amigos no cenário pós-apocalíptico do Japão em 2019, em um roteiro que não tem receio em ser chocante, inclusive com cenas de uso de drogas, extrema violência e muita crítica político-social.

4 – Sanctuary - Sho Fumimura e Ryoichi Ikegami
A HQ pode não ser das mais recentes, mas com certeza a trama envolvendo política e crime organizado permanece atual, e infelizmente, acho que permanecerá para sempre. Apesar da publicação pela Editora Conrad ter sido interrompida, o material disponibilizado foi o bastante para comprovar os méritos que tornaram esta série um Cult da nona arte. O texto ousado e imprevisível de Sho Fumimura alia-se à excelente arte de Ryoichi Ikegami para compor um retrato da politicagem de um modo visceral e sem precedentes.

5 - Área de Segurança – Gorazde - Joe Sacco
A proximidade com o cinema é evidente. Gorazde é nada mais nada menos que um documentário em quadrinhos, que faz uso da força do relato dos sobreviventes da Guerra da Bósnia para conduzir o leitor pelas ruas da cidade conhecendo a história dos bastidores do conflito. A arte detalhadíssima é o complemento perfeito para o roteiro de Joe Sacco, resultando em um impressionante vislumbre das consequências da estupidez que é a guerra.

6 - O Sonhador - Will Eisner
A genialidade e inventividade de Will Eisner dessa vez destinadas ao desenvolvimento de uma HQ quase biográfica, a qual apresenta os primórdios da indústria quadrinhística, e os bastidores da produção nas editoras. Muita coisa pode ter mudado desde a época em que se passa o livro, mas a essência da história permanece extremamente contundente.

7 – Watchmen - Alan Moore e Dave Gibbons
A melhor história em quadrinhos de heróis é exatamente aquela que os destrói. Para Alan Moore muitos aspectos ainda permaneciam inexplorados nesse gênero quadrinhístico e ele fez questão de desconstruir tudo que havíamos aprendido a respeito dos heróis. Dave Gibbons, então, traduz a maestria do texto para os requadros em uma arte perfeita, na publicação que é a obra máxima dentre as que tratam desse tema.

8 - Preto e Branco - Taiyo Matsumoto
A princípio me pareceu que se tratava de uma simples crítica social, mas os desdobramentos do enredo vão muito além disso. A transcendental HQ, com evidentes influências de Katsuhiro Otomo e Moebius é um marco na história dos quadrinhos, e rendeu uma adaptação para o cinema que é uma das melhores já realizadas em todos os tempos, mantendo a arte cinética e o conteúdo reflexivo presente na série idealizada por Taiyo Matsumoto.

9 – Overman - Laerte
Uma das maiores influências para o trabalho que eu tenho realizado com o Quadrinhos S.A., na revista Quadrante X. A abordagem diferenciada do tema super-heróis presente no trabalho do Laerte ignorou os trejeitos das HQs super-heroísticas estadunidenses, e o autor simplesmente trouxe à vida um combatente do crime nacional até demais, resultando em um humor original, ousado e desprovido dos vícios narrativos dos comics.

10 - Marvels - Kurt Busiek e Alex Ross
Enquanto os quadrinhos americanos em geral seguiam com seus roteiros destinados à mera espancação entre heróis e vilões, Kurt Busiek inovou ao desenvolver uma história totalmente focada na perspectiva humana a respeito do universo dos heróis da Marvel Comics. A pesquisa minuciosa do autor é um passeio por toda uma época de publicações da editora, enquanto que um desenhista qualquer chamado Alex Ross surpreendia o mundo com sua arte foto-realista deslumbrante.

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