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Mistérios no espaço
Por Gian Danton
02/02/2011

Na década de 1950, com a crise nos quadrinhos de super-heróis, as editoras tentaram vários gêneros alternativos. Um dos gêneros de maior sucesso foi a ficção-científica.

Embora a FC existisse nas tiras de jornais desde o final da década de 1920, foi só na década de 1950 que os gibis do gênero começaram a fazer grande sucesso nos gibis. Strange adventures (1950) e Mystery in Space (1951), dois lançamentos da National, puxaram a fila. As revistas eram compostas de histórias curtas, sem continuação ou personagens fixos. A ação estourava em qualquer lugar do espaço ou em qualquer período temporal.

A editora EC Comics, embora fosse especializada em terror, deu uma grande contribuição à FC nos quadrinhos, aproximando-a do que era feito na literatura. Aliás, Ray Bradbury, um dos grandes escritores do gênero, era fã e colaborador da editora.

As histórias da EC eram instigantes, sempre com finais surpreendentes. Numa história, por exemplo, os terrestres vão ter seu primeiro contato com seres de outro planeta. À medida que se aproximam, contam, pelo rádio, a história da humanidade e de suas guerras. No final, ao descerem, descobre-se que os terrestres são ratos, a única espécie que sobreviveu a uma guerra atômica.

Com a perseguição aos quadrinhos, os gibis de ficção da EC foram cancelados e os da National se tornaram inócuos, com histórias bobas, como a de um robô que precisa encontrar a cabeça na qual está a informação que salvará a terra.

Em 1958, o escritor Gardner Fox voltar a dar vitalidade ao gênero, relacionando-o com os super-heróis. Ele recebeu, do editor Julius Schwartz, a missão de criar um herói espacial para estrelar a revista Mystery in Space. Então criou Adam Strange, um norte-americano que era arremessado a 25 trilhões de milhas no espaço ao ser capturado pelo raio zeta, indo parar no planeta Rann. Lá, usando apenas sua esperteza e um par de jatinhos que lhe permite voar, ele se torna o herói local.

O sucesso de Adam Strange fez com que a DC encarregasse Gardner Fox de ressuscitar um herói da era de ouro, o Gavião Negro. Na versão clássica, ele era Carter Hall, a reencarnação de um príncipe egípcio.

Na nova versão, era Katar Hol, um policial do planeta Thanagar que vem à Terra com sua esposa Shayera, também policial, que assume o papel de Mulher Gavião e passa a formar dupla com o marido no combate ao crime. Com arte do fenomenal Joe Kubert, a série tornou-se um sucesso.

Na sequência também tiveram uma ótima fase com arte de Murphy Anderson. Ambos foram publicados com título próprio na Era de Prata, que durou 27 números, fundindo-se posteriormente a revista do Atom (Elektron no Brasil), em que durou mais poucos números até ser cancelada. O casal, porém, continuou aparecendo tanto na Liga da Justiça quanto em histórias curtas dentro de outros titulos da DC durante os anos 60 e 70.

Desde então, tanto o Gavião Negro quanto Thanagar passaram a exercer papel fundamental na cronologia da DC Comics sendo reformulados muitas vezes, adaptando-os aos padrões atuais de Quadrinhos da editora. Atualmente Mulher Gavião também pode ser vista no ótimo desenho animado da Liga da Justiça, em exibição na TV brasileira.

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