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Mi Buenos Aires Querido - parte 2
Por Bira Dantas
06/06/2010

Na foto da coluna anterior (aqui), estou com o quadrinhista Clemente Montag, que fazia caricaturas na Recoleta. Bairro do belo e sofisticado restaurante Lola, onde me deparei com esta caricatura do mestre do Tango, Carlos Gardel, de Hermenegildo Sábat. Como disse, quase estourei o peso da bagagem na volta da Argentina: revistas, jornais e livros elevaram o peso de minha mala ao limite. Mas (ufa!) consegui passar!

De lá, eu trouxe preciosidades como “El Eternauta” e “Latinoamerica y El imperialismo” (ambas escritas por Hector Oesterheld, desenhadas por Francisco Solano Lopes e Leo Durañona). A revista “Caras y Caretas”, que voltou com ilustrações belíssimas de Andres Alves, Alfredo Sábat, Raúl, Leonardo, Oscar, Pepe, Révora e o gaúcho Santiago. 20 exemplares da revista “Fierro”, com o que há de mais clássico e moderno nos Quadrinhos argentinos. “Retratos” do caricaturista/artista plástico Pablo Bernasconi, caricaturas tão fantásticas que tirou do grande caricaturista Hermenegildo Sábat (pai de Alfredo) a seguinte frase: “A imaginação não é um atributo comum. Poder expressá-la requer lucidez, inteligência e disciplina. Pablo possui tudo isso, e como se não fosse muito, além de tudo é jovem. O que tem publicado é apenas o começo da carreira de um artista original”. Dois livros maravilhosos de Cartuns dos impagáveis Caloi (“Humoris Causa”) e de Mordillo (“Crazy, Crazy”). O sensacional Tango em Florencia de Oswal, um mestre do claro e escuro pincelado. Do monstruosamente fantástico Carlos Nine: “Fantagas”, “Prints of the West” e “Coleccion Historieta”.

Além destes, comprei um DVD com a linda animação de Corto Maltese numa Comic Book Store, estilo Devir, especializada em RPGs, livros e miniaturas de personagens. E o dono era um perfeito Alan Moore portenho. “Loucuras de Isidoro”, “Patoruzú” e “Mafalda” animada, comprados na banca por 1 real. “Diseño de personajes para novela gráfica” de Steven Withrow e Alexander Danner. O Livrão do Macanudo Universal do genial Liniers, que conheci no FIQ-BH 2009. Kovenski 4.0, um brilhante ilustrador da Imprensa argentina. Um calendário com um grande cartunista argentino que pintava os gaúchos em telas a óleo. E os zines “Ombligo” e “Intyale” com quadrinhos voltados para a Fantasia e Ficção dos RPGs!

Dia da Historieta

Não é à toa que os cartunistas gaúchos da Grafar falam tão bem de nossos colegas de traço, os “hermanos argentinos”. Além de uma produção que une qualidade e quantidade, são grandes defensores de seu legado cultural. No dia 04 de setembro é comemorado o Dia da Historieta Argentina. Historieta ou Banda Deseñada é como chamam os Quadrinhos abaixo dos Pampas gaúchos.

Esta data foi celebrada pela primeira vez em 2006 com o Eternauta, do imortal Oesterheld (preso, torturado e assassinado por militares argentinos durante a ditadura), em 2007 o homenageado foi Super Hijitus, em 2008 Patoruzú e em 2009, Mafalda! Personagens como Quicodrilo, Angelingo, Mantecón, Dante Elefante, O Cavaleiro do Continuum, Carnomauro, Tamoclapeco, Floripí, Camilo, Jaime Pop, Michifuz, Piti Cantropus e Chocho desfilam mensalmente em várias publicações. Segundo o site: "O Dia do Quadrinho, um evento concebido para celebrar a paixão e prazer que geram as HQs. A data comemora o surgimento, em 1957, da revista Weekly, cujas páginas publicaram pela primeira vez a criação do famoso H. G. Oesterheld, El Eternauta".

Há ainda o grupo, que organiza o Museu do Cartoon. Fundado pelos cartunistas Chantier, Cesar Da Col, Mesquita, Junior Fabián Montini, Adrian João, Saenz Valiente e Roberto Sotelo. É ou não é pra gente tirar o chapéu para esses argentinos? Temos ou não, que homenagear Quino, Fontanarrosa, Mordillo, Oesterheld, Caloi, Carlos Nine, Liniers e tantos outros?

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