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Sketchcrawl: Maratona de desenho livre
Por Bira Dantas
07/08/2009

Estive lá com minha filha, Thais Araujo. Fiquei sabendo deste evento mundial através do quadrinhista Mario Cau. Aqui em Campinas foi organizada pela Associação de Amigos do MIS (Museu da Imagem e do Som). No site dá pra ver bastante coisa. Este evento foi criado por Enrico Casarosa, artista da Pixar, e reúne desenhistas de todo o mundo para passar um dia inteiro juntos, desenhando tudo o que for possível. A última edição (23ª), ocorreu em julho e contou com participantes de diversos países. O recorde mundial foi no Brasil, umas 120 pessoas participaram da 21ª edição, na Vila Madalena, em São Paulo. Não possui regras ou pré-requisitos, pode ser feito em qualquer lugar. Basta chamar os amigos, ir, desenhar e publicar os resultados no fórum oficial e no flicker. O Sketchcrawl tomou proporções continentais nos EUA e Canadá, espalhou-se pelo mundo, e veio parar no Brasil. Os contatos em Campinas podem ser feitos pelo e-mail sketchcrawl.cps@gmail.com.
 
Como foi o evento em Campinas...

14h00: Fui com minha filha Thaís participar do 1º Sketchcrawl em Campinas, no belo Palácio dos Azulejos, onde funciona o Museu da Imagem e do Som, que já desenhei na série de Cartuns da cidade para o Meu Jornal Campinas. Lá conhecemos outros desenhistas como Vitor, Maria Paula, Caio, Fernando, além dos velhos conhecidos Mario Cau, Fabiano (meu talentoso aluno de caricatura na Pandora), Laércio (que fez aula de caricatura com o legendário Paulo Branco, professor de Dálcio, Stegun, Paffaro, Félix, Dellova, André Pádua), Giovanna (que estudou na Pandora). Da maioria dos mais de 20 participantes esqueci o nome, mas guardei o principal: que demonstraram conhecer bem o riscado.

No começo da reunião, deliciosamente regada à café e pães de mel, Vitor, que faz parte da Associação dos Amigos do MIS, nos explicou que este é um Movimento Internacional de Desenho Livre. Vem daí o siginificado: Sketch: desenho; crawl: livre (como o estilo de natação). A idéia é criar o hábito de desenhar livremente e em grupo. Duas coisas raras no mundo solitário de um ilustrador, quadrinhista ou cartunista. Desenhar fora (não deu por causa da chuva) e dentro do Museu, que nos revela ângulos curiosos, escadarias sinuosas, paredes pintadas ricamente há muito tempo, que estão sendo descobertas debaixo de camadas de tinta. Além, é claro de peças antigas como gramofones, projetores, discos (como um de Dorival Caymmi com uma linda caricatura feita por Lan -veja a foto acima), rádios e televisores do tempo "do ronca". Verdadeiras "peças de museu"! Além de desenhar, falamos de lojas de material, de revistas, de artistas, trocamos figurinhas e desenhos. Desenhamos pelo prazer de desenhar, sem pretensão alguma, mas com a intenção de publicar na Internet e nos associar ao movimento no exterior.

18h00: Corro com minha filha entre pingos grossos de chuva pela Glicério, até o ponto da Benjamim. O calor humano interno do ônibus nos aquece. Sem gripe suína, ainda bem! Lembranças de uma experiência de rabiscar muito interessante e despojada. Esperamos pela próxima reunião! Mais fotos aqui.

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