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Arquivos Incríveis: Chico e Chica, de Edmundo Rodrigues
Por João Antonio Buhrer de Almeida
24/01/2011

A Revista do Rádio, da editora homônima, foi uma publicação semanal do Rio de Janeiro, que circulou entre 1949 e 1969 (quando transformou-se na Revista do Rádio e TV), editada por Anselmo Domingos, e que retratou o período da Era do Rádio brasileira.

A publicação possuía cerca de 50 páginas; inicialmente mensal, já em 1950 tornou-se semanal, sendo a primeira do país a retratar exclusivamente as notícias do universo artístico que girava em torno da radiodifusão, que naquela época era uma mídia extremamente forte e popular. Era uma revista basicamente de fofocas sobre artistas, uma especie de "Caras" do período, extremamente popular e que chegou a ultrapassar a marca de mil edições.

Pois no ano de 1960 a editora resolveu se arriscar num mercado que até então não tinha intimidade: o de quadrinhos! E lançou o gibi infantil "Chico e Chica", todo produzido (roteiro e arte ) pelo ótimo quadrinhista Edmundo Rodrigues, que na época já fazia sucesso como ilustrador do gibi "Jerônimo, o Herói do Sertão" e prestava serviço para muitas outras publicações.

Nesses anos proliferavam gibis com crianças como personagens principais. Os mais populares eram Luluzinha, Bolinha, Pimentinha, Tininha, Riquinho, Brotoeja e similares, que faziam muito sucesso entre os pequenos leitores. Maurício de Sousa ainda engatinhava timidamente, fazendo suas primeiras tiras para jornais com o Bidu e Franjinha. Nesse cenário, Edmundo Rodrigues criou Chico e Chica, um casal de irmãozinhos muito bagunceiros e alguns personagens de apoio como Thiaguinho, um garoto que "se achava" muito esperto e acabava só se dando mal no final das histórias.

O gibi seguia o padrão gráfico da maioria dos da época: 32 páginas em papel jornal preto e branco, com capa colorida e precinho bem camarada.

Não sei precisar quantos números esta aventura durou, mas a única edição que possuo (e posto aqui) é a de número 5. Infelizmente a revista não prosperou e os personagens caíram no esquecimento. Uma pena, pois como verão, tratava-se de uma série muito divertida e criativa, com o  bonito traço de Edmundo no auge de sua forma. Anos depois, já na metade dos anos 70, Edmundo trabalhou na finada Bloch Editores, como editor de arte dos malfadados gibis Marvel daquela editora.

Divirtam-se agora com este pequeno tesouro perdido no imenso mar da HQ brasileira. Jóia que você só vê aqui, nos Arquivos Incríveis do Bigorna!

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